Pensando os desafios e dificuldades enfrentadas pelos cegos, percebemos que os limites não estão no sujeito, mas sim em todo sistema social que não facilita a vida do diferentes. Esses limites sociais podem ser transformados, uma estratégia estão na capacitação de profissionais na área visual, isso envolve muita dedicação e especialização para essa interação seja concretizada de forma plena e a inclusão aconteça de fato.
Você procura se capacitar para atender seus alunos? Isso deve ser inciativa do professor ou do Estado?
Princípios da escola Inclusiva Todos podem aprender juntos Ensina todas as crianças a respeitarem as diferenças Ambiente físico acessível Respeita diferentes estilos e ritmos de aprendizagem A escola é uma rede de ajuda Tem um ambiente educacional flexível
Trabalhar por um Sistema acolhedor Atitudes positivas da gestão da escola Trabalho colaborativo desenvolvido por toda equipe escolar Parceria entre escola e família Organização e otimização dos recursos disponíveis Atenção às necessidades de cada aluno
Você acha que se a escola não tem condições para incluir um aluno cego ela deve expôr para os pais a realidade escolar?
Vídeo feito pelas alunas de Pedagogia do Unilasalle sobre as barreiras enfrentadas pelas pessoas cegas e entrevista com aluno da instituição.
O que você achou da proposta do vídeo em fazer-lo narrado para que um deficiente visual possa ter acesso também? Sua opinião é muito importante para nós...
A identidade da pessoa se constitui de acordo com a sociedade em que vive e quando se fala em sociedade falamos de diversos anos de padrões estabelecidos e conceitos de normalidade. É preciso rever esses conceitos de diferença e diversidade, principalmente na educação onde sejam utilizadas novas estratégias pedagógicas diferenciadas. Reconhecemos a deficiência como não sinônimo de incapacidade e que há superação dos limites impostos por ela. As pessoas cegas se impõem para adquirir seu espaço na sociedade e atravessam a descriminação e desconhecimento das pessoas.
No processo de desenvolvimento cognitivo da criança cega é inegável a participação da família e quanto maior o apoio, maiores serão as chances de buscar mecanismos que venham a favorecer a sua inclusão na sociedade, ela é motivada a aprender o Braille que vai possibilitar o acesso à informação escrita e interagir com o mundo.
A convivência escolar deve assegurar que a criança sinta aceitação do grupo e participe das atividades em conjunto, neste aspecto o professor é aquele que garantirá confiança na ausência da mãe. A escola tem papel fundamental no compromisso da inclusão e é imprescindível o apoio da sociedade e das instituições especializadas para isso acontecer.
Como/onde você vê a inclusão de pessoas cegas na atualidade?
Um homem estava observando, horas a fio, uma borboleta se esforçando para sair do casulo. Ela conseguiu fazer um pequeno buraco, mas seu corpo era grande demais para passar por ali. Depois de muito tempo, ela pareceu ter perdido as forças e ficou imóvel.
O homem, então, decidiu ajudar a borboleta; com uma tesoura, abriu o restante do casulo, libertando-a imediatamente. Mas seu corpo estava murcho, era pequeno e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observá-la esperando que ela levantasse vôo. A borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e as asas encolhidas, incapaz de voar.
O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar, não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura foi o modo escolhido pela natureza para exercitá-la e fortalecer suas asas.
Algumas vezes, um esforço extra é que nos prepara para o próximo obstáculo a ser enfrentado. Quem se recusa a fazer esse esforço ou quem tem uma ajuda errada termina sem condições de vencer a batalha seguinte e jamais consegue voar até o seu destino.
O Virtual Vision é ferramenta para que deficientes visuais possam utilizar com autonomia o Windows, o Office, o Internet Explorer e outros aplicativos, através da leitura dos menus e telas desses programas por um sintetizador de voz.
O Virtual Vision “varre” os programas em busca de informações que podem ser lidas para o usuário, possibilitando a navegação por menus, telas e textos presentes em praticamente qualquer aplicativo.
A navegação é realizada por meio de um teclado comum, e o som é emitido através da placa de som presente no computador. Nenhuma adaptação especial é necessária para que o programa funcione e possibilite a utilização do computador pelo deficiente visual, o que dispensa a utilização de sintetizadores externos.
O Virtual Vision também acessa o conteúdo presente na Internet através da leitura de páginas inteiras, leitura sincronizada, navegação elemento a elemento e listagem de hyperlinks presentes nas páginas.
Você já teve contato com algum desses softwares que auxiliam na adptação dos cegos?
DOSVOX é um sistema para microcomputadores da linha PC que se comunica com o usuário através de síntese de voz, viabilizando, deste modo, o uso de computadores por deficientes visuais, que adquirem assim, um alto grau de independência no estudo e no trabalho.O sistema realiza a comunicação com o deficiente visual através de síntese de voz em Português, sendo que a síntese de textos pode ser configurada para outros idiomas.O que diferencia o DOSVOX de outros sistemas voltados para uso por deficientes visuais é que no DOSVOX, a comunicação homem-máquina é muito mais simples, e leva em conta as especificidades e limitações dessas pessoas. Ao invés de simplesmente ler o que está escrito na tela, o DOSVOX estabelece um diálogo amigável, através de programas específicos e interfaces adaptativas. Isso o torna insuperável em qualidade e facilidade de uso para os usuários que vêm no computador um meio de comunicação e acesso que deve ser o mais confortável e amigável possível.
O Braille é uma leitura através do tato desenvolvido para deficientes visuais, inventado por um frances, chamado Louis Braille, por isso o nome “Braille”. Os deficientes podem aprender a ler, apenas com a sensibilidade, pois cada desenho representa uma letra. As diferenças de uma letra com a outra são mínimas, mais perceptíveis. O desenvolvimento do Braille começou quando o Louis perdeu a visão com apenas três anos de idade. Depois de alguns anos ele foi para um instituto, que depois lhe rendeu um trabalho como professor com apenas 18 anos de idade. Teve a idéia de fazer o Braille, após ficar sabendo de uma forma de ler através de furinhos, onde poderiam ler a noite, assim ele resolveu fazer algumas adaptações, e em poucos anos divulgou o seu trabalho em Braille. Na verdade foi um alfabeto, adaptado para as pessoas também ter a oportunidade de se alfabetizar, conhecendo e distinguindo as letras e pontuações.
Você já teve a oportunidade de ver um cego usando a regletica para escrever?
1. Evite atitudes negativas estereotipadas sobre crianças com deficiências evitando palavras negativas tais como “incapaz”, “aleijada” ou “limitada”, 2. Descreva crianças com deficiências em status semelhante àquelas que não têm deficiências.Por exemplo, um aluno com uma deficiência visual pode instruir uma criança menor sem deficiência. Crianças com deficiências devem interagir com crianças não-deficientes no maior número possível de situações. 3. Observe crianças e identifique deficiências. A detecção precoce de deficiências se tornou parte da educação da primeira infância. 4. Encaminhe a criança cuja deficiência for identificada para triagem de desenvolvimento e intervenção precoce. 5. Adapte as lições, os materiais de aprendizado e a sala de aula às necessidades de crianças com deficiências. Use meios como impressão em letras grandes, sente a criança na frente da classe, e torne a sala de aula acessível a uma criança com mobilidade reduzida. . Sensibilize pais, famílias, e prestadores de cuidados acerca de necessidades especiais de crianças com deficiências. 6. Ensine a pais frustrados maneiras simples de enfrentar e monitorar as necessidades do filho e ajude-os a ter paciência a fim de evitar maus tratos à criança deficiente. 7. Oriente os irmãos e outros membros da família a fim de reduzir a dor e a frustração dos pais de crianças com deficiências sendo útil a eles. 8. Envolva ativamente os pais de crianças pequenas com deficiências como membros plenos da equipe ao planejar atividades na escola e depois da escola.
Conte sua experiência em sala de aula com um aluno cego ou de baixa visão.
. Os alunos com deficiência visual não constituem um grupo homogêneo, com características comuns de aprendizagem, sendo também, um erro considerá-los como um grupo à parte, uma vez que suas necessidades educacionais básicas são, geralmente as mesmas que as das crianças de visão normal. Os portadores de deficiência visual apresentam uma variação de perdas que poderão se manifestar em diferentes graus de acuidade visual que pode ir desde a ausência da percepção de luz ,conforme detalhado nas definições médica e educacional. No trabalho com crianças cegas ou portadoras de visão subnormal há necessidade de um conhecimento prévio de cada caso, para elaboração de um plano educacional adequado às características e necessidades do educando. Algumas informações importantes devem ser colhidas junto aos pais ou responsáveis pela mesma.
A deficiência visual possue 3 estágios:
-Cegueira: somente em caso de perda total de visão e para condições nas quais os indivíduos precisam contar predominantemente com habilidades de substituição da visão.
- Baixa Visão: para graus menores de perda de visão nos quais os indivíduos podem receber auxílio significativo por meio de aparelhos e dispositivos de reforço da visão
- Visão Diminuída: quando as condições de perda de visão são caracterizadas por perda de funções visuais, como acuidade visual ou campo visual.
Qual a dica que você daria para uma professora com aluno com baixa visão?
Este blog foi criado com o intuito de tornar a inclusão para deficientes visuais uma realidade, não só na teoria mas também na prática.Vamos apresentar o que é a deficiencia visual, seus estágios e como diagnosticar, a inclusão em sala de aula de deficientes visuais, como a família se posiciona sobre a dificiência do filho (a), as dificuldades encontradas pelos deficientes visuais quanto a inclusão social. Falaremos também sobre o braille e as adaptações educacionais para os alunos com deficiencia visual..
Este blog foi criado pelas alunas do curso de Pedagogia do Unilasalle Ana Maria Teixeira da Silva Freitas e Josaine Machado.
Professora: Ana Margô Mantovanni
Disciplina: Informática e Multimeios na Educação
E você o que pensa sobre a inclusão de deficientes visuais em escolas regulares?